Hackers roubam informações de cérebros humanos

Imagem: Obvius

É possível hackear o cérebro humano? Durante a Conferência Usenix sobre Segurança, realizada em agosto no Estado de Washington, pesquisadores mostraram que sim.

Em um estudo com 28 pacientes usando interfaces “cérebro-computadores” – Brain-Computer Interfaces (BCI) – comerciais, os pesquisadores descobriram que é possível hackear um cérebro e obrigá-lo a revelar informações que deveria manter em segredo. Eles foram capazes de extrair dicas dos sinais elétricos do cérebro, desvendando informações privadas como a localização das casas dos participantes, rostos que reconhecem e até seus PINs de cartões de crédito.

As interfaces cérebro-computadores são equipamentos muito caros, geralmente usados na Medicina. Mas, nos últimos anos, têm ficado mais baratas, possibilitando ofertas comerciais. Por aproximadamente US$ 300, você pode comprar uma, passar por um curto processo de treinamento e começar a manipular seu computador mentalmente.

“Estes dispositivos têm acesso ao seu sinal elétrico cerebral (ou eletroencefalografia), que contém certos fenômenos neurológicos provocados por atividades subconscientes”, diz Ivan Martinovic, professor do departamento de ciência da computação na Universidade de Oxford. “A questão central do nosso trabalho foi questionar: As BCI representam uma ameaça à privacidade dos usuários?”

Para extrair as informações, os pesquisadores contaram com a chamada Resposta P300, um padrão muito específico de ondas cerebrais que ocorre quando você reconhece algo significativo. Basicamente, projetaram um programa que pisca imagens de mapas, bancos, PINs de cartões e notaram cada vez que o cérebro do participante experimentava uma P300.

Na primeira tentativa, os pesquisadores descobriram que podiam adivinhar qual dos números aleatórios era o primeiro dígito do PIN com cerca de 30% de precisão, taxa de sucesso significativamente maior do que uma suposição casual.

Mas o hack de cérebro só pode ser de fato eficaz ao passo que as BCI forem se tornando mais baratas, mais precisas e mais utilizadas. Mas a engenharia social pode tornar isso possível. Atacantes são criativos.

E você, o que acharia de um Malware Cérebro?

Acesse o estudo On the Feasibility of Side-Channel Attacks with Brain-Computer Interfaces

fonte:
The Hacker News

Ficou claro?

Caso essa postagem não tenha ficado clara, vamos conversar para que possamos entrar em maiores detalhes.

Business Development Manager

São Paulo, 05 de junho de 2018 – A IBLISS Digital Security, empresa…
Leia mais

25 de Maio, sócio da IBLISS Digital Security Portugal irá palestrar sobre RGDP em Beja

Dia 25 de Maio, data da aplicação do regulamento de proteção de…
Leia mais

Rosie – Ferramenta para reteste e coleta de evidências automatizadas

A coleta de evidência faz parte do processo de validação de vulnerabilidades…
Leia mais