A espionagem governamental é mais comum do que se imagina

Talvez os Estados Unidos tenham o maior e mais eficaz programa de espionagem governamental de que se tem notícia, mas eles não são os únicos a manter este tipo de atividade. Conheça a seguir alguns casos de espionagem governamental pelo mundo.

Estados Unidos

Agência Nacional de Segurança NSA

A agência de segurança nacional (NSA) dos Estados Unidos mantém, desde 2007, um programa secreto de vigilância eletrônica capaz de interceptar uma proporção substancial da internet global e de vigiar as comunicações em tempo real, o PRISM (Performance and Registration Information Systems Management). Segundo as denúncias de Edward Snowden, nove das grandes corporações e serviços de internet participam do programa fornecendo dados de usuários: Microsoft, Google, Facebook, Yahoo!, Apple, YouTube, AOL, Paltalk e Skype.

Reino Unido

Government Communications Headquarters (GCHQ)

Segundo denúncias de Edward Snowden, o Reino Unido seria responsável pelo maior programa de vigilância da história, ainda mais poderoso do que o da NSA: o Tempora, mantido pela agência Government Communications Headquarters (GCHQ).

O programa monitora dados através de cabos de fibra ótica que passam em grande quantidade pelo território britânico a caminho de outros países e continentes, viabilizando o monitoramento do tráfico global da internet e ligações telefônicas. Esses dados seriam armazenados e analisados em parceria secreta entre a GCHQ e a NSA.

Segundo levantamento do The Guardian, a GCHQ monitorou 600 milhões de telefonemas por dia e mais de 200 cabos de fibra ótica no último ano. Cada cabo carrega 10 gigabites por segundo, o equivalente ao envio de todas as informações sobre todos os livros da Biblioteca Britânica, 192 vezes, a cada 24 horas.

Leia também: http://www.theguardian.com/uk/2013/jun/21/how-does-gchq-internet-surveillance-work

Nova Zelândia

Fundador do Megaupload, Kim Dotcom, em foto de fevereiro de 2012 foto_Gino Demeer_Reuters

O fundador do Megaupload, Kim Dotcom, está processando o governo neozelandês pelos excessos cometidos pela polícia na invasão de sua casa em janeiro de 2012. O Escritório Governamental de Segurança nas Comunicações da Neozelândia (GCSB) teria espionado Dotcom de maneira ilegal, porque o órgão era proibido de monitorar cidadãos do próprio país. Por conta desse caso, a lei foi modificada para que o GCSB tenha essa autoridade.

Dotcom acredita que o processo revelará que a Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA) também está envolvida na obtenção de seus dados.

França

Direção Geral de Segurança Externa (DGSE)

“Não apenas o Estado americano desenvolveu um gigantesco aparato que permite espionar todos os cidadãos e além. Paris faz o mesmo”, afirmou o diário francês Le Monde no início de julho.

Segundo o jornal, a inteligência francesa Direção Geral de Segurança Externa (DGSE) armazena sistematicamente os sinais eletromagnéticos emitidos por computadores na França, assim como informações que circulam entre a França e o exterior. “Todas as nossas comunicações são espionadas”, denuncia o diário. E-mails, mensagens de texto, registros telefônicos, mensagens de redes sociais, entre outras informações são armazenadas durante anos na sede do serviço de inteligência francês.

O gabinete do primeiro-ministro Jean-Marc Ayrault chamou de inexatas as afirmações do jornal.

China

Pela primeira vez o Pentágono acusou a China de tentar invadir redes de computadores de defesa dos EUA. “O governo dos EUA continuou a ser alvo de ciber intrusões, algumas das quais parecem ser imputáveis diretamente aos militares e ao governo chinês”, diz relatório. Segundo o Pentágono, chineses utilizam espionagem militar para modernizar Forças Armadas. O governo chinês reagiu com uma negação firme e considerou o relatório como sem fundamento.

 

fontes:
Wiki – Programa de vigilância Prism
Outras palavras – O que fez e por que foge?
G1 – Fundador do Megaupload processo Nova Zelândia por espionagem
G1 – Governo da França nega espionagem nas comunicações
G1 – China rejeita acusação do Pentágono sobre espionagem militar

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